Entrevista feita ao companheiro Paulo Sérgio, do Tribuna Classista (Brasil)
Por Alejandro Guerreiro

“Tribuna Classista é em princípio a confluência de militantes que romperam com Causa Operária (CO) quando essa organização se afastou da CRQI. Depois desse rompimento começamos uma série de contatos, conferências e seminários. Nosso grupo defende a CRQI e recusamos a autoexclusão de CO desse eixo político internacional. Começamos nossa extensão nacional há quatro anos”.

Paulo Sérgio, da direção nacional de Tribuna Classista explica que a organização atua nas oposições aos sindicatos bancários de Brasília e de Porto Alegre, entre os universitários de São Paulo e os servidores públicos do Estado do RS, em Porto Alegre. (N.Tr.: atua nos Correios do RS, oposição nos municipários de Florianópolis e oposição nos servidores federais de SC, etc.)

“O proletariado brasileiro não está desmoralizado pela derrota do PT, uma derrota profunda; pelo contrário, manteve-se mobilizado durante todo este processo. O surgimento do fascismo, da extrema direita, é o resultado último da política de alianças do Partido dos Trabalhadores com os partidos burgueses. A conciliação de classes tem sido o caminho da derrota”.

—Quais são agora as possibilidades da esquerda radical?

—Têm a oportunidade de desenvolver uma política de independência de classe. Fixe-se que o PT nos últimos dias prévios ao segundo turno eleitoral fez uma campanha com mobilizações menos que débeis, que mostravam sua paralisia e sua falta de respaldo nas massas. Deram uma luta puramente eleitoral, e mesmo deste ponto de vista foi raquítica.

—Qual é seu vínculo com Luta Pelo Socialismo?

—Nesta Conferência temos estabelecido um contato mais ativo, que antes não tínhamos. Tínhamos escasso conhecimento e agora esperamos desenvolver ações comuns. Aqui aprofundou-se esse vínculo, aprofundou-se a discussão e esperamos desenvolver ações comuns. Esta Conferência abriu uma grande possibilidade para construir organizações de massas.

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