Por Claudia Olivera – Partido dos Trabalhadores Uruguai
Uruguai também se mobilizou contra Bolsonaro

A uma semana das eleições no Brasil, e no marco da jornada internacional pelo #Ele Não, agrupamentos do movimento de mulheres, da diversidade sexual, do movimento estudantil, sindicatos e partidos de esquerda concentraram-se em frente às imediações da embaixada em Montevidéu para repudiar ao candidato ultradiretista Jair Bolsonaro do Partido Social Liberal (PSL).

Participaram, entre outros, o Coletivo Marielle Franco, o Partido dos Trabalhadores uruguaio, o agrupamento de mulheres Pan e Rosas do Uruguai, Plenária Memória e Justiça (que chamou à mobilização contra os avanços repressivos que se dão em Uruguai), representantes dos coletivos indígenas, da Corrente de Trabalhadores Socialistas (CTS) e agrupamentos universitários como o 1°de Maio-FEUU, que fez um chamado  “à organização de maneira independente de todos os partidos que promovem e que não combatem o avanço dos grupos golpistas, os ajustadores, da burguesia e do capital internacional, para enfrentar os diferentes ‘comandos militares’ que estão tomado a palavra e que estão tomando cada vez mais controle”.

Uma declaração, lida em português e em espanhol, pôs ênfase na importância de que Bolsonaro não chegue ao poder.

O Partido dos Trabalhadores do Uruguai, por sua vez, sublinhou que a única forma de derrotar a ascensão militarista é com os métodos históricos da classe operária, a mobilização, a greve geral e a organização de grupos de autodefesa do movimento operário.

“Pela luta de todos os trabalhadores, a defesa das conquistas e a colocação de uma perspectiva de governo de trabalhadores e a unidade socialista da América Latina na qual possamos terminar com os Bolsonaros, os Trump e com todo regime burguês imperialista que domine nossos países e nossos povos”, assinalou Rafael Fernández, dirigente bancário e do Partido dos Trabalhadores (PT) uruguaio.

Um governo encabeçado por Bolsonaro implica numa tentativa de avanço na militarização do Brasil, e na pressão do Exército aos poderes do Estado, trata-se de um governo militar com uma espécie de verniz “democrático”. Sua política encontra-se a serviço do Pentágono com planos de uma intervenção militar na Venezuela, o que resultará em uma subordinação em regra ao imperialismo norte-americano, e a partir da privatização da Petrobrás e de todas as empresas públicas uma entrega dos principais recursos naturais.

As mobilizações que estão se gestando nos últimos dias não só se deram  regionalmente, mas sim à escala internacional, o que põe de relevo a solidariedade de classe dos explorados a nível mundial. Esta é uma luta de todos os trabalhadores, de toda a América Latina.

Viva a luta dos trabalhadores e povo brasileiro contra Bolsonaro e o avanço da direita!

Por uma grande mobilização continental.
Anúncios