NO DIA 20/10, TODOS ÀS RUAS!

COM AS MULHERES CONTRA BOLSONARO

 

Na Argentina, a Frente de Esquerda irá mobilizar-se até a embaixada do Brasil, no sábado, 20/10, em Buenos Aires.

No Brasil, nós do TRIBUNA CLASSISTA, agrupamento simpatizante da CRQI, nos somamos a esta iniciativa desejosos de torná-la uma jornada internacional de mobilização contra o fascismo. Neste sentido fazemos um chamado para que as organizações classistas dos trabalhadores, das mulheres, dos negros, dos lgbt’s, etc. venham marchar juntos nesse dia, com uma política independente dos trabalhadores.

Pela Frente de Esquerda e dos Trabalhadores

Partido Obrero – PTS – Esquerda Socialista

No sábado, 20/10, às 15 horas, a FIT se mobilizará até a embaixada do Brasil em Buenos Aires, onde as diferentes forças integrantes da Frente de Esquerda farão um ato que faz parte de uma iniciativa internacional de rejeição e de luta contra a ascensão do ultradireitista Jair Bolsonaro.

Bolsonaro e seu autoritarismo é a expressão mais concentrada de uma política abertamente antioperária estimulada pelo grande capital. Suas expressões racistas, contra as mulheres e a diversidade sexual, em prol das execuções sumárias por parte das máfias policiais e seu embasamento em um fundamentalismo religioso, são a ponta de lança de uma política dirigida a derrotar a classe trabalhadora e suas organizações e entregar o patrimônio nacional aos capitais imperialistas, particularmente norte-americanos, com a presença protagonista das Forças Armadas.

A justiça patronal e proimperialista prendeu Lula e proscreveu-o quando o mesmo havia atingido  40% de intenção de votos. Bolsonaro conta com o aval do alto comando militar, que reagrupou em torno de si os blocos parlamentares da oligarquia rural, o evangelismo e cerca de setenta militares da reserva.

A política do PT é responsável pela ascensão deste personagem nefasto. O PT governou entre 2003 e 2016 em uma aliança com o grande capital nacional e internacional, e junto aos principais partidos da burguesia corrupta. Os governos do PT atuaram como lobbystas dos Odebrecht e outros grupos no Brasil e no exterior, gerenciaram os interesses do capital financeiro e potenciaram o desenvolvimento do capital sojeiro, enquanto pagaram sistematicamente o capital e os juros da dívida externa. O governo de Dilma aplicou um plano de ajuste para que o povo trabalhador  pagasse a conta da crise. O PT sustentou a um regime corrupto e antidemocrático, com seu Poder Judiciário que atua para os interesses do grande capital. É por isso que, em que pese a histórica influência deste partido sobre a CUT e os movimentos sociais, atuaram de forma totalmente impotente frente à destituição de Dilma e a prisão de Lula. Estas políticas abriram as portas à ascensão da ultra direita encarnada em Bolsonaro.

Não é com “pactos democráticos” com os velhos partidos do regime que se poderá enfrentar  esta perigosa ofensiva em marcha contra o povo trabalhador brasileiro. Só a organização e a luta do povo, as mulheres e todos os explorados e oprimidos, encabeçados pela classe trabalhadora poderão derrotar a Bolsonaro e a tudo o que ele representa, com um programa operário e socialista.

Reivindicamos, nessa caminhada ao movimento de mulheres que saiu às ruas contra Bolsonaro sob a consigna #EleNao, em franco contraste com a paralisia da CUT e outras organizações de massas ligadas ao PT.

Com essa política, a da mobilização, convocamos a votar a Hadad contra Bolsonaro sem que isso implique o menor apoio à sua política, com um programa e uma estratégia independente da do PT, com a confiança de que só a luta dos trabalhadores, as mulheres e a juventude, com suas greves, piquetes e comitês, serão a garantia para que a ultra direita antioperária de Bolsonaro não se consolide e possa ser derrotada.

Na Argentina, o kirchnerismo quer se valer dos resultados eleitorais no Brasil com o claro objetivo de apresentar-se como uma opção eleitoral frente ao governo de Macri. Mas, igual ao PT, postulam-se para gerenciar os acordos coloniais com o FMI, seguir pagando a fraudulenta dívida, manter o “modelo” sojeiro, os derivados do petróleo e as empresas públicas nas mãos dos privatizadores, bem como impulsionar a “Lei Antiterrorista” tomando o discurso repressivo do imperialismo. Quem não propõe um programa para que os capitalistas paguem a conta, quando estão no governo aplicam ajustes contra o povo.

Viva a luta dos trabalhadores e o povo brasileiro contra o avanço da direita antioperária. Por uma mobilização continental para derrotar Bolsonaro.

Pela Unidade Socialista da América Latina!

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