Estamos plenamente de acordo com a palavra-de-ordem em que se realizará no próximo 1º de setembro o vosso primeiro Congresso: “Pela organização socialista das mulheres trabalhadoras e da juventude”, que é a expressão mais elevada da consciência política de toda a classe trabalhadora, na sua luta obstinada pela emancipação social e política de toda a humanidade do jugo do sistema capitalista.

Macri e Temer decretaram uma verdadeira guerra contra os trabalhadores, e tanto na Argentina como no Brasil apoiam-se na burocracia sindical e na Igreja, atacando brutalmente os interesses e direitos das mulheres com seus ajustes que só podem resultar num verdadeiro canibalismo social.

Assistimos ao poderoso ascenso do movimento de mulheres na Argentina, que com os métodos históricos da classe operária, como a greve,  protagonizou multitudinárias mobilizações em defesa do aborto legal, seguro e gratuito, frustradas no Senado Federal dominado pelo clero e o conjunto dos blocos patronais, potencializando assim uma reivindicação histórica pela separação da Igreja do Estado. Agora, a enorme adesão popular em favor do aborto legal criou precedentes à possibilidade de uma consulta popular vinculante para continuar a luta até conquistar a lei. Para a juventude, protagonista das mobilizações mais massivas e decididas pelo aborto legal – com as ocupações de colégios e faculdades -, abriu-se um caminho de luta pela conquista da educação sexual laica e científica. Os setores mais oprimidos que se organizam assolados pelos travesticídios, transfemicídios e crimes odiosos, terão certamente lugar no Congresso contra a criminalização e perseguição, e pelas cotas trabalhistas trans e contra o feminicídio, NEM UMA A MENOS!. Ou seja, entendemos que está em marcha um movimento de mulheres na Argentina independente do governo, do estado capitalista e da Igreja, e esta tarefa está colocada sobre o tapete pelo Plenário de Trabalhadoras. A própria derrota parcial sofrida no interior do Senado Federal provou que este é o único caminho progressivo para a luta das mulheres.

Nestes termos, nós, militantes e simpatizantes do TRIBUNA CLASSISTA, aqui do Brasil queremos saudar mais essa promissora iniciativa do Plenário de Trabalhadoras – PdT, nos seus 20 anos de existência, no entendimento de que a emancipação social e política de uma sociedade pode ser medida pelo grau de emancipação da mulher, e sendo assim, as mulheres na Argentina já deram um importante passo nesse sentido irradiando para as mulheres do mundo todo essa perspectiva, a luta pela emancipação feminina selou seus laços históricos com a luta pela independência de classe do proletariado, por um governo dos trabalhadores, pela Unidade Socialista da América Latina.

Viva o Primeiro Congresso do Plenário de Trabalhadoras – PdT!

Viva o Partido Obrero!

Viva a Quarta Internacional!

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