Na noite de sexta-feira 13 de abril, dezenas de militantes e simpatizantes do Partido Obrero e do PTS, integrantes da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT), realizaram um ato na porta da embaixada brasileira em Buenos Aires contra o golpismo no Brasil. As palavras de ordem do ato foram: “Rejeitemos a detenção e proscrição de Lula”, “Fora Temer e suas reformas contra o povo trabalhador”, “Pelo fim da intervenção militar no Rio de janeiro, e “ Destituição dos militares golpistas”.

O fechamento do ato internacionalista ficou a cargo do Jorge Altamira, dirigente histórico do Partido Obrero da Argentina.“Enquanto hoje estamos mobilizados frente a embaixada do Brasil, na cidade de Lima se esta realizando uma reunião de conspiradores internacionais contra os povos da América latina, tendo como propósitos defender o governo de ladrões de Temer e a ingerência e o golpismo das forças armadas do Brasil”, discursou Altamira.


Assinalou que Trump decidiu não participar dessa Cúpula das Américas em Lima porque está preparando um violentíssimo ataque militar em Oriente Médio, junto à britânica Theresa May e o francês Macron (o presidente combatido pelos estudantes, aposentados, trabalhadores da Air France e os Ferroviários). Um ataque que poderia engendrar uma resposta russa. “Estamos discutindo uma política belicista que condiciona toda a política mundial do imperialismo”, afirmou.

GOLPISMO CONTINENTAL

Em Lima, está, aliás, o vice-presidente Mike Pence, que discute com Macri como aplicar sanções contra a Venezuela. “Macri é apoiado pelos Estados Unidos como parte de uma política de segurança continental. É por isso que impulsiona o embargo e, eventualmente, uma intervenção militar ou um golpe de Estado contra a Venezuela. Estamos frente a um golpismo continental”, denunciou.

Ao respeito do golpismo no Brasil, questionou a noção de ‘golpes parlamentares’. “Não tem justiça nem parlamento que possa dar um golpe se não conta com o apoio das Forças Armadas”, afirmou. Foi isso o que aconteceu na ocasião do impeachment de Dilma Rousseff. Recordou também que as Forças Armadas que hoje militarizam Rio de janeiro aprenderam essa tarefa no Haiti, quando foi enviado o exército de lula e Cristina Kirchner ao serviço do imperialismo para derrocar ao então presidente Bertrand Aristide.

Por último, questionou às correntes de esquerda que levantam a palavra de ordem “Fora Temer” e, ao mesmo tempo, dizem que não há um golpe, quando o mesmo Temer é um produto do golpe, e se mantém pela prisão de Lula e a intervenção militar no Rio”. “ Aqui o que temos é um governo golpista”, refletiu.

Altamira questionou severamente ao PT, que denuncia o ataque contra Lula mas não tem convocado a uma greve geral para enfrentá-lo. “Tem estado negociando a sobrevivência política de Lula, como fizeram com Rousseff”, disse. E advertiu sobre o perigo das políticas de frente popular que procuram uma conciliação de classes.

Também denunciou o movimento fascista de Jair Bolsonaro e se pronunciou “pela derrota do golpe e o fascismo pelas mãos da classe operária. Todo progresso conquistado por médio da luta de classes e da independência política é uma vitória política do proletariado mundial”.

O ato culminou com o canto da Internacional.

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